Minicursos

COMO FILMAR AS COMUNIDADES?

 

A partir de uma pesquisa dedicada ao estudo da aparição e exposição dos povos negros e indígenas no documentário brasileiro, aliada à experiência do Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG, discutiremos alguns aspectos envolvidos na constituição das comunidades pelo cinema e nos deteremos numa experiência em curso, desenvolvida por Pedro Bomba, na feitura de filmes-carta com as marisqueiras de Sergipe.

Facilitador: César Guimarães (UFMG)/ Pedro Santos (mestrando/UFMG).

Data e horário: 14 de maio

Local: Didática 7

Vagas: 30 vagas

 


ANTROPOFAGIA NO CINEMA: NÃONARRAÇÃO EM HÉLIO OITICICA

 

Na trilha de Manifesto da Poesia Pau-Brasil, o Manifesto Antropófago, publicado em 1928 na Revista de Antropofagia, foi um marco na discussão das condições de desenvolvimento estético-artístico e cultural no Brasil. Em 1966, ao retomar essa discussão no texto Esquema Geral da Nova Objetividade, Oiticica apresentou razões para reinvestir na proposta antropofágica e apontou sua atualidade na caracterização das vanguardas da época. Na década seguinte, 1970, o cinema começaria a fazer parte das reflexões e ganhar repercussão em suas obras. Partindo da premissa de nãonarração como produto construtivo e antropofágico, o minicurso visa abordar a noção de nãonarração desenvolvida por Hélio Oiticica a partir dessa retomada da proposta antropofágica de Oswald de Andrade. Para tanto, serão abordados: o Manifesto Antropófago e modernismo brasileiro; a retomada dessa proposta oswaldiana por Hélio Oiticica a partir da ideia de superantropofagia e construtivismo, tal qual entendido por HO; os significados de Nãonarração e seu processo superantropofágico de formação; e, por fim, a nãonarração e a superantropofagia em Agripina é Roma-Manhattan(1972).

Facilitadora: Paloma da Silva Santos (mestranda do PPGCine/UFS).

Data e horário: 14 de maio

Local: Didática 7

Vagas: 25 vagas


O DOCUMENTÁRIO DO CINEMA NOVO: 1960-1970

 

I – Algumas notas histórico-conceituais sobre o documentário no cinema novo: de Linduarte Noronha ao projeto 05 vezes favela.

II – O documentário do cinema novo nos anos 60 e sua concepção de povo.

III – Análise de alguns documentários:

– A maioria absoluta (L. Hirszman, 1964)

– Viramundo (Geraldo Sarno, 1965)

– Garrincha, alegria do povo (Joaquim Pedro de Andrade, 1968)

– Nelson Cavaquinho (L. Hirszman, 1969)

Facilitador: Prof. Dr. Romero Venâncio (PPGCine/UFS)

Data e horário: 14 de maio

Local: Didática 7

Vagas:  30 vagas


CINEMA, EDUCAÇÃO E DIREITOS HUMANOS: DESTAQUES SOBRE ALGUMAS INICIATIVAS NO BRASIL

 

Este minicurso propõe a realização de um debate crítico e reflexivo acerca dos Direitos Humanos através da articulação entre Cinema e Educação e motivado pela perspectiva de uma educação emancipatória. A ideia é também discutir o cineclubismo e a produção audiovisual como metodologias de cinema para a escola. Pretende-se ainda destacar algumas experiências de Cinema, Educação e Direitos Humanos no Brasil, tais como: Inventar com a Diferença, Rede Kino, Cinead e Cineduc.

Facilitadores: Raul Marx e Diogo Teles (mestrandos do PPGCine/UFS).

Data e horário: 14 de maio

Local: Didática 7

Vagas: 30 vagas

 


DO LIVRO ÀS TELAS DE CINEMA: OS PROCESSOS DE ADAPTAÇÃO FÍLMICA EM A HORA DA ESTRELA

 

O minicurso tem como objetivo discutir a respeito do processo de adaptação cinematográfica de obras literárias, a partir da obra literária “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, e de sua adaptação cinematográfica homônima, de Suzana Amaral. Pretende-se apresentar alguns aspectos linguísticos e narrativos de tais obras, e realizar o estudo e debate sobre os elementos fundamentais do processo de adaptação cinematográfica.

Facilitadores: Débora Wagner Pinto; Ray da Silva Santos; Romério Novais de Jesus (mestrandos do PPGCine/UFS).

Data e horário: 16 de maio

Local: Didática 7

Vagas: 30 vagas

 


TRAMAS DA MÚSICA NA DRAMATURGIA AUDIOVISUAL

 

O minicurso tem como objetivo oferecer ferramentas conceituais e metodológicas para a análise dos efeitos cognitivos, sensoriais e afetivos produzidos pela música em produtos audiovisuais, com ênfase no cinema de ficção e no uso de canções. A partir de estudos de caso – análises de cenas e sequências – pretende-se propor alguns protocolos de observação textuais e contextuais para o estudo das relações canção-fábula, canção-narrativa, canção-encenação, canção-personagens, canção-espectador e canção-montagem.

 

Facilitador: Guilherme Maia (LAF POSCOM/UFBA).

Data e horário: 16 de maio

Local: Didática 7

Vagas: 30 vagas


DESAFIOS DO DOCUMENTÁRIO CONTEMPORÂNEO: UMA LEITURA DA ANÁLISE FÍLMICA DE MANUELA PENAFRIA E AS TAXONOMIAS CRIADAS POR FERNÃO RAMOS E BILL NICHOLS

 

Esse minicurso pretende discutir as tipologias criadas no terreno do documentário e sua multiplicidade de caminhos quando recortamos uma análise do documentário contemporâneo e seu fazer laboral. As fronteiras de ficção e documentário estão cada vez mais invisíveis. A proposta terá exibição de trechos de filmes contemporâneos nacionais que trazem processos criativos e exemplificam métodos de abordagem no processo de feitura do documentário, alinhando com as taxonomias de Penafria, Ramos e Nichols.

Facilitadores: André Oliveira, Gladson Júnior e Vinicius Leite (mestrandos do PPGCine/UFS).

Data e horário: 16 de maio

Local: Didática 7

Vagas: 30 vagas


AS PERSONAGENS NORDESTINAS NO CINEMA BRASILEIRO

 

A região Nordeste está em cena no cinema brasileiro desde as primeiras manifestações fílmicas no país, ocorridas, principalmente, a partir das décadas iniciais do século XX. Desde então, a região foi amplamente retratada em apreensões documentais, cinejornais, chanchadas, os chamados filmes de cangaço, os filmes engajados do Cinema Novo, adaptações literárias, o cinema da Retomada, além de uma vasta produção contemporânea de realizadores nordestinos, que abordam a região a partir do “olhar de dentro” viabilizando o debate sobre suas questões sociais, urbanas e políticas. Segundo Albuquerque (1999), a história documenta que os elementos de destaque na constituição imagético-discursiva do Nordeste para o Brasil foram o cangaço, o messianismo e a seca, aspectos elevados a instituições quando o assunto é esta parte do Brasil. Nesse sentido, o cangaceiro e o sertanejo são personagens de destaque, salientados a partir da ideia do “cabra macho” e de valentia inata. Características fortemente exploradas pelo cinema, que corroborou para a instituição destes estereótipos. Vimos, portanto, uma região destacada pela masculinidade latente de seus personagens, sendo Lampião o mais lembrado e replicado. Estes estereótipos da masculinidade atingiram também as mulheres, a concepção da “mulher macho”, presente em filmes, músicas e literatura, influenciada pela figura de Maria Bonita, também permeia o imaginário social. Considerando então as questões supracitadas, buscaremos com este minicurso, analisar, para além da “mulher macho”, a presença de personagens mulheres na filmografia sobre o Nordeste do Brasil. Nosso foco estará sobre as personagens protagonistas das obras de ficção e nossa abordagem será mediada pelos períodos da história do cinema brasileiro, isto é: Primeiros anos, Ditadura, Retomada e Pós-retomada. Entendendo o momento frutífero dos últimos anos do cinema feito no Nordeste no que tange a presença de mulheres protagonistas e dos diferentes debates que essa produção vem gerando para as questões do feminino, e ainda, sob o estímulo dos objetivos do PPGCine, na fomentação de debates acerca do mundo contemporâneo, buscaremos priorizar as personagens das produções recentes da Pós-retomada, para assim, estabelecer debates entre as realizações da sétima arte  e as questões latentes em nossa realidade social.

 

Facilitadoras: Keline Pereira e Maysa Santos (mestrandas do PPGCine/UFS).

Data e horário: 16 de maio

Local: Didática 7

Vagas: 30 vagas


INTRODUÇÃO AO SOFTWARE DE ANÁLISE QUALITATIVA webQDA

 

Software de análise qualitativa de dados num ambiente colaborativo e distribuído através da internet.

 

Facilitadores:  Luiz Rafael Andrade (Grupo de Pesquisa GECES/Unit)

Data e horário: 16 de maio

Local: Didática 7

Vagas: 30 vagas


 

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